Estudantes dos primeiros anos do ensino médio da Escola Estadual Princesa Isabel, em Maceió, estão vivenciando uma nova experiência com o teatro dentro da sala de aula. A iniciativa integra o Programa de Formação para Cidadania, Cultura e Direitos Humanos, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), sob a direção do desembargador Tutmes Airan, e desenvolvido no âmbito do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE).
Voltada à formação teatral de estudantes das escolas contempladas pelo PCJE, a ação prevê 50 horas de atividades, distribuídas em dois encontros semanais, e será concluída com a produção e a apresentação de um espetáculo construído pelos próprios participantes.
A iniciativa compõe a Agenda Cultural da Esmal e envolve, também, a promoção de atividades artísticas e culturais desenvolvidas pela Biblioteca da Esmal e pelo Centro de Cultura e Memória.
Primeiro contato com o teatro
A aula inaugural marcou o início da formação e reuniu 18 estudantes. Para o professor de teatro e ator Ton Farias, responsável pela oficina, o primeiro encontro foi marcado pelo entusiasmo dos alunos e também pela sua própria identificação com a proposta.
“Foi incrível ver a empolgação de todos eles. A minha empolgação de estar com eles, porque dar aula para a rede pública de teatro, de onde eu venho também, que eu sou aluno da rede pública, é algo que me deixa muito feliz”, afirmou.
Com 14 anos de atuação no teatro e integrante da Magote Companhia Teatral, Ton destaca que a experiência vai além da montagem de um espetáculo. Para ele, o contato com a arte e a cultura pode contribuir para diferentes aspectos da formação dos jovens.
“Fazer aula de teatro, ter oficina de teatro é algo muito importante para cada indivíduo, porque a gente toca em lugares sensíveis através da arte, através da cultura, que nunca é demais. Quanto mais cultura, quanto mais arte, mais vida a gente tem”, destacou.
Segundo o professor, as habilidades desenvolvidas durante as aulas também podem ser utilizadas pelos estudantes em diferentes situações, como apresentações escolares, relações cotidianas e, futuramente, na vida profissional.
“Não existe ser humano sem arte, sem cultura. Então, quando a gente traz isso para a sala de aula, traz isso para as escolas, é algo que a gente está trazendo de presente para cada indivíduo, para cada jovem”, ressaltou.
Professor Ton Farias conduz atividade durante a oficina, que terá 50 horas de formação e resultará na montagem de um espetáculo teatral pelos estudantes. Foto: Artur Henrique - Ascom/Esmal
Expectativa dos estudantes
Para os alunos, a oficina também representa uma oportunidade de experimentar uma linguagem artística diferente. Bernardo Godoy, de 15 anos, já teve contato com o teatro aos sete anos e aprovou a experiência da primeira aula.
“Eu achei uma aula muito boa, muito interativa, principalmente com nosso professor Ton e professor João, que são ótimos professores, além de ótimos atores, que vão nos ensinar muito sobre teatro e fazer uma peça maravilhosa”, contou.
Teatro como ferramenta de cidadania
Além da experiência teatral, a oficina abrange uma formação mais ampla para cidadania, cultura e Direitos Humanos. Ao levar o teatro para o ambiente escolar, a Esmal, por meio do PCJE, amplia as possibilidades de acesso dos estudantes à produção cultural e estimula a expressão, a criatividade e a comunicação.
Para Ton Farias, o contato com a arte pode permanecer na trajetória dos jovens mesmo depois do encerramento da oficina.
“Eu tenho certeza que eles nunca vão se esquecer e que vão levar para o resto da vida”, afirmou.
Maria Clara França - Ascom/Esmal