O Conselho Técnico Pedagógico da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) se reuniu nesta terça-feira (28) para discutir e definir as próximas atividades da instituição. O grupo apresentou propostas que podem renovar significativamente a atuação da Esmal, com destaque para mudanças na pós-graduação e iniciativas inéditas nas áreas de combate à violência contra a mulher e tecnologia da informação.
A reformulação metodológica do curso de pós-graduação já existente foi um dos pontos centrais dos debates.
"Vamos mexer na metodologia do curso de pós-graduação que nós já temos aqui. A ideia é que, além da aula, se introduza o estudo de casos, casos reais, para atrair mais o aluno", explicou o diretor-geral da Esmal, desembargador Tutmés Airan.
Duas propostas inéditas chamaram atenção pela abrangência social. A primeira é um curso de especialização em métodos de combate à violência contra a mulher, voltado para a rede de apoio que atua na área, incluindo o grupo estadual responsável pelo tema, com o objetivo de contribuir para a redução do feminicídio no estado.
A segunda é um programa de residência em tecnologia da informação (TI) e inteligência artificial para recém-formados pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A ideia é que, em contrapartida, esses profissionais produzam ferramentas de TI para a Esmal e ministrem aulas para adolescentes em conflito com a lei.
"Uma forma de ajudar na reinserção social deles, dar esperança para eles", disse o desembargador.
Além do diretor-geral da Esmal, desembargador Tutmés Airan, participaram da reunião o coordenador-geral de cursos, juiz Manoel Cavalcante; a coordenadora de Projetos Especiais, juíza Nathalya Ataide; a coordenadora de cursos para magistrados, juíza Luciana Raposo; o coordenador de cursos para servidores, juiz Mário de Medeiros; o presidente da Associação Alagoana dos Magistrados (Almagis), juiz Rafael Casado; a secretária pedagógica da Esmal, Júlia Mendes; e o analista judiciário da Esmal, Filipe Lôbo.
Ascom-Esmal