O Clube do Livro Direito e Literatura realizou, na noite desta quinta-feira (23), mais um encontro doseu 12° ciclo, reunindo participantes no Café Literário da Escola Superior de Magistratura de Alagoas (Esmal). O grupo dialogou sobre o livro “A Invenção de Morel”, do escritor argentino Adolfo Bioy Casares.
Publicado em 1940, o romance é considerado um clássico da literatura fantástica latino-americana e acompanha a história de um fugitivo que se esconde em uma ilha aparentemente deserta. No local, ele passa a observar acontecimentos estranhos envolvendo figuras que se repetem diariamente, levando-o a questionar a natureza da realidade, da memória e da própria existência.
Considerado um marco da literatura fantástica do século XX, “A invenção de Morel” se destaca pela proposta narrativa inovadora. Na história, o protagonista descobre que os eventos observados na ilha podem ser resultado de uma tecnologia capaz de registrar e reproduzir a realidade de forma contínua, levantando questões sobre a fronteira entre o real e o artificial.
A partir dessa descoberta, a obra desenvolve uma reflexão sobre memória, permanência e a tentativa humana de eternizar experiências. O romance também é frequentemente associado à tradição literária de Jorge Luis Borges, com quem Adolfo Bioy Casares manteve diálogo intelectual em torno de temas como tempo, identidade e percepção da realidade.
12° ciclo
A obra “A Invenção de Morel” está disponível para empréstimo na Biblioteca Geral do Poder Judiciário, que também conta com o sistema de delivery de obras para todas as unidades da capital.
A próxima leitura será Terra Sonâmbula, um romance do escritor africano Mia Couto, que foi publicado em 1992. O título da obra faz referência à instabilidade do país e, portanto, à falta de descanso da terra que permanece “sonâmbula”. O livro é considerado uma das melhores obras africanas do século XX.
Maria Clara França - Ascom/Esmal
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