Nesta terça-feira (7), Dia Nacional de Combate ao Bullying, o Programa de Cidadania e Justiça nas Escolas (PCJE) iniciou a 'Jornada Antibullying', em Paripueira. A ação, que faz parte do cronograma de interiorização do programa, reuniu cerca de 80 alunos da 3ª série do ensino médio na Escola Estadual Professora Julieta Ramos Pereira.
A juíza Juliana Accioly ministrou a palestra, que teve como tema Bullying não é brincadeira. A magistrada destacou que o bullying já é uma violência institucional dentro do ambiente escolar.
Compartilhamos com os adolescentes os conceitos básicos e as consequências dessa ação, disse.
A juíza ressaltou também a importância do Judiciário expandir o acesso à Justiça realizando ações desse tipo nas comunidades.
É importante nós, como integrantes do Poder Judiciário, rompermos as barreiras do Fórum Local para ampliarmos o nosso acesso à sociedade e viabilizarmos reais mudanças nas trajetórias de vida, enfatizou a juíza.
Juíza Juliana Accioly conduziu a palestra "Bullying não é brincadeira". Foto: Maria Clara França
Conscientização
Psicóloga da Escola Julieta Ramos Pereira, Pierra Ramos trabalha diariamente com os estudantes e percebe de perto a grande quantidade de situações de preconceitos e comportamentos que desencadeiam o bullying.
Infelizmente, nós temos muita demanda nas escolas. Os alunos ainda estão nesse processo de identificar os limites das brincadeiras, do comportamento, o que é que pode, o que é que não pode. Então a gente está esclarecendo, trazendo informações. Isso deve ser falado para a gente evitar transtornos maiores no espaço escolar e na vida da pessoa também, disse a psicóloga.
O estudante Caio Roberto esteve presente na palestra e frisou justamente como a palestra o ensinou a refletir sobre a empatia
Muito bom a gente ter esses ensinamentos dentro da escola, para a gente refletir e pensar nas nossas tomadas de decisões da vida. Sobre qual é a melhor maneira de tratar as pessoas', analisou o estudante.
Já Anthony Miguel, também aluno, destacou a violência de forma inconsciente cometida pelos jovens.
É muito fácil você agredir uma pessoa sem necessariamente ter a percepção de que você está agredindo ela. Então, esse aprendizado é extremamente importante para se aplicar esses cuidados, essas prevenções, para que isso não possa se repetir, refletiu o adolescente.
Artur Henrique - Ascom/Esmal