Uma sociedade pacífica vive em harmonia com a natureza em um planeta totalmente preservado. A paz é interrompida pela invasão de seres humanos do planeta Terra, sedentos por matérias-primas, madeira e grãos. Humilhados e escravizados, o povo do planeta Athshe reage. Esse é o mote do livro 'Floresta é o nome do mundo', da escritora estadunidense Ursula K.Le Guin, primeira obra de ficção científica discutida pelo Clube do Livro Direito e Literatura.
A leitura da obra, disponível para empréstimo na Biblioteca Geral do Judiciário, faz parte do sexto ciclo do grupo, que se debruçará apenas sobre obras de autoras mulheres. O encontro mensal para diálogo ocorreu na segunda-feira (9), no Café Literário da Escola Superior da Magistratura (Esmal).
Durante a reunião, os membros do clube conheceram mais sobre a história da autora e ampliaram interpretações. Para Gláuquia Heires Rocha e Passos, analista judiciária, da 14ªVara Cível da Capital, uma das grandes discussões propostas pela obra é “quem seria o alienígena nesse caso?”.
“O livro foi escrito na década de 70, mas se você for parar para pensar a questão do colonialismo ainda existe, a questão da supremacia, da raça, da imposição de cultura. A obra trata de temas muito atuais, como o desmatamento e o processo de aprendizagem no qual a pessoa não quer ouvir o que o outro tem a dizer, quer que o seu ponto de vista sempre seja o certo”, observou a servidora do Judiciário.
Aberto para juízes, servidores e estagiários do TJAL, o Clube do Livro recebe novos membros a cada ciclo de seis obras lidas. Há ainda vagas rotativas, que podem ser preenchidas por pessoas, de dentro ou de fora do Judiciário, que tenham interesse em participar de um encontro específico. A quantidade de membros, no entanto, é limitada, para que os diálogos sobre as obras fluam bem e todos tenham a oportunidade de se expressar.
Para saber mais sobre as formas de participação no Clube, envie e-mail para bibliotecageralesmal@gmail.com ou acesse o site do Clube, clicando neste link.
A ação faz parte do projeto ‘Justiça que Lê’, cujo propósito é ajudar a criar uma cultura de leitura entre os membros do Judiciário, transformando-o em uma grande comunidade de leitores.
Carolina Amancio - Ascom Esmal/ TJAL
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