Está no ar a página virtual do Clube do Livro Direito e Literatura. No site, criado pela Biblioteca Geral do Poder Judiciário com o apoio da Diretoria Adjunta de Tecnologia da Informação (Diati), é possível encontrar resenhas sobre as 24 obras lidas e debatidas ao longo dos quatro ciclos de existência do grupo.
“O objetivo do site é que seja um espaço de comunicação e compartilhamento, além de ampliação do alcance das leituras e discussões realizadas. As resenhas foram produzidas por membros do nosso Clube e espero que essa seja uma forma de inspirar outras pessoas a lerem as obras também”, destaca a diretora da biblioteca do Judiciário Mirian Alves.
No site do Clube há ainda informações sobre como se inscrever para participar do grupo, que é umas das ações do projeto ‘Justiça que Lê’, cujo propósito é ajudar a criar uma cultura de leitura entre os membros do Judiciário, transformando-o em uma grande comunidade de leitores
“Acreditamos fortemente que a literatura é um dos mecanismos mais eficientes para conhecer outras realidades, fomentar a empatia e a compreensão da alteridade. As reflexões que a arte proporciona ampliam visões de mundo e certamente se relacionam com uma melhor prestação jurisdicional para uma sociedade tão diversa quanto a nossa”, pontua Mirian Alves.
No Clube do Livro as obras são selecionadas pelos curadores de modo a garantir que narrativas não hegemônicas sejam ouvidas. Assim, por meio das obras, os membros do clube conhecem desde culturas de diferentes países da África, até a perspectiva de indígenas brasileiros sobre a colonização europeia, por exemplo.
“Aplicando o princípio da ‘bibliodiversidade’ apreciamos as obras e fazemos uma seleção que tenta mesclar e equilibrar enredos escritos por homens, mulheres, negros, indígenas, brasileiros, estrangeiros, bem como livros clássicos e contemporâneos. Essa variedade de narrativas enriquece os nossos debates e, por consequência, as multiplica as interpretações e as formas como podemos relacioná-las com o Direito”, explica a diretora da Biblioteca.
Ela ressalta ainda que a iniciativa do Judiciário alagoano tem inspirado ações semelhantes em outros órgãos da Justiça, como o Ministério Público de Goiás e o Tribunal de Justiça do Pará, que entraram em contato para conhecer o funcionamento do Clube e implementar práticas semelhantes.
Sobre o Clube
Criado em julho de 2019, o Clube do Livro tem como objetivo fomentar o debate e a reflexão sobre questões que envolvem a sociedade e o Direito, tendo como base a leitura e discussão de obras literárias. Podem participar todos os servidores e magistrados do Poder Judiciário de Alagoas. Além desses, a comunidade externa pode participar se cadastrando no site para uma das vagas rotativas disponibilizadas mensalmente. Clique aqui para se cadastrar.
O Clube é organizado por ciclos de leituras que duram seis meses. Durante cada ciclo, os participantes leem uma obra por mês e fazem uma reunião de partilha e debate após a leitura.
Na próxima segunda-feira (13), será encerrado o quarto ciclo do Clube, com a discussão da obra Ciranda de Pedra, da escritora brasileira Lygia Fagundes Telles. No quinto ciclo serão discutidos os livros: Máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe; O som do rugido da onça, de Micheliny Verunschk; A honra perdida de Katharina Blum, do autor Heinrich Böll; A cabeça do santo de Socorro Acioli; O quarto de Giovanni, de James Baldwin e Kentukis, de Samanta Shweblin.
Carolina Amancio e Mauricio Santana - Esmal TJAL
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