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Atualize-se - 30/07/2021 - 10:44:51
No seu pescoço
Artigo de Larissa Wanderley, assessora do TJAL, sobre livro da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie

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Arte: Carolina Amancio
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É isto um homem?

Clube do Livro encerra 3º ciclo com debate sobre racismo estrutural


No seu pescoço

Larissa Wanderley, assessora do Tribunal de Justiça do Estado de

Alagoas, membro do Clube do Livro: Direito e Literatura 


No seu pescoço é um livro inquietante. Desde o primeiro momento o livro desperta um misto de emoções e questionamentos que perdura ao longo dos seus doze contos.

A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie traz nesta obra suas próprias experiências e impressões em temas pouco debatidos e muitas vezes até evitados. Na realidade de seus protagonistas nigerianos, ela aborda racismo, sexismo, misoginia, abuso e assédio sexual, questões religiosas, familiares e políticas. Aliado a esses pontos, desenvolve reflexões sobre a ideia do “sonho americano”, da ancestralidade, da educação e dos relacionamentos, com uma visão muito sensível e ao mesmo tempo crua e dura.

No seu pescoço é uma obra complexa e completa, com personagens femininos fortes e potentes ao longo de seus cativantes contos, que deixam uma sensação agridoce de quero mais.

Ao longo da leitura é preciso parar, respirar e refletir sobre a profundidade e significado das questões tratadas em cada história, que é única e impactante à sua maneira.

Um ponto peculiar entre os contos: nenhum deles tem um gran finale ou um “felizes para sempre”, a autora faz questão de deixar em aberto o desfecho de todas as histórias e o futuro dos personagens, levando a imaginação do leitor, com suas próprias vivências e interpretações, a traçar o final de cada um dos contos.

Ao buscar uma verdadeira quebra aos esteriótipos historicamente atribuídos ao povo e ao continente africano, Chimamanda percorre assuntos similares em contextos completamente diversos. A questão da imigração para os Estados Unidos é um tema recorrente, como nos contos “Réplica”, “A Embaixada Americana”, “No seu pescoço” e “Os Casamenteiros”, só para citar alguns.

Em “uma experiência privada” é narrado o encontro de duas mulheres, de mundos completamente distintos  em uma situação de perigo comum que faz a personagem principal Chika repensar seus conceitos sobre religião, violência e desigualdades.

No conto intitulado “Réplica” é contada a história do casal Obiora e Nkem, a mulher com um marido ausente e um casamento fracassado vivendo praticamente sozinha com os filhos nos Estados Unidos, que sente falta se suas raízes nigerianas e toma uma importante decisão ao descobrir uma traição de Obiora.

Já no conto “Jumping Monkey Hill” é contada a história de Ujunwa, uma escritora que vai a um Workshop para Escritores Africanos e passa por diversas situações de assédio e racismo, muitas vezes disfarçados de “brincadeira”. O conto fala como as mulheres, especialmente as negras, precisam de afirmar e se impor o tempo todo contra todo tipo de violência, vindas de todos os lados, em todas as áreas de sua vida.

Em “A historiadora obstinada” é abordada a luta de uma mãe que para dar uma boa educação ao filho acaba lhe apresentando à cultura branca do colonizador cristão o que o faz, posteriormente, negar suas origens, raízes e cultura.

Os demais contos tratam sobre dificuldades financeiras, diversidade, casamento arranjado e o golpe militar ocorrido na Nigéria em 1983.

Outro ponto recorrente no livro são as relações familiares, desde a criação de filhos, perdas, distância, lembranças, situações que muitas vezes se cofundem com a realidade, sempre com a Nigéria no pano de fundo das histórias.

O livro aborda temas importantes e espinhosos mas não se torna demasiadamente pesado e triste, a autora os debate dentro de situações cotidianas, o que faz o leitor se transferir para a realidade dos personagens, se apegando a eles ao mesmo tempo em que se identifica com algumas das situações e se envolve com a narrativa.

Os contos conseguem são fortes e pulsantes, contam histórias de pessoas, com seu toque de realidade e dureza mas com muita beleza e poesia. Chimamanda é uma artista, o que fica mais do que comprovado nessa obra impecável.




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