O primeiro mutirão fiscal de Alagoas, de 17 a 20 de novembro, no Ginásio do Sesi, em Maceió, atende a uma exigência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando do impulso às execuções fiscais, e distribui benefícios à sociedade alagoana graças à perspectiva de elevação de receitas parte da Prefeitura de Maceió e do Governo do Estado, avaliou o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Washington Luiz Damasceno, em entrevista coletiva nesta quinta-feira.
“Num momento de adversidade econômica, este tipo de ação tem suma importância para a recomposição das finanças da Prefeitura e do Governo do Estado. O momento é de união. Todos nós precisamos nos unir e colaborar com a regularização de nossas pendências, garantindo, assim, que estes dois entes honrem seus compromissos e mantenham em dia os salários de seus servidores”, observou o chefe do Poder Judiciário de Alagoas.
União de poderes para recuperação de recursos
Coordenado pelo juiz Maurílio Ferraz, da 15ª Vara Cível da Capital (Fazenda Municipal), o mutirão fiscal tem apoio da Justiça Itinerante, do Banco do Brasil, da Secretaria de Finanças de Maceió e de Alagoas. “Todos estão unidos com a mesma finalidade: recuperar recursos públicos devidos por milhares de contribuintes”, observou Maurílio Ferraz, coordenador daquela que já é considerada a maior ação de recuperação fiscal do estado.
Cerca de 10 mil contribuintes foram notificados para comparecer ao Ginásio do Sesi, bairro do Trapiche, a partir da próxima terça-feira. Eles terão a oportunidade de renegociar dívidas e impostos com a Prefeitura e com o Governo do Estado. “Estamos ofertando descontos de até 80% para quem comparecer e parcelar suas pendências”, avisou Gustavo Novais, secretário de Finanças da Prefeitura de Maceió.
