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Notícia
Geral - 30/03/2015 - 06:03:31
Continua julgamento de acusado de atirar contra seguranças de hospital em Maceió
Djaelson Moura da Silva teria tentado matar vigilantes do HEHA após ser informado de que sua companheira não poderia ser atendida naquela unidade hospitalar

Réu Djaelson Moura da Silva durante julgamento no Fórum da Capital. Foto: Anderson Moreira Réu Djaelson Moura da Silva durante julgamento no Fórum da Capital. Foto: Anderson Moreira Gildo Júnior - Dicom TJ/AL

O réu Djaelson Moura da Silva, acusado de tentar matar os vigilantes Damião Alves Vieira e Antonio Mendes Matos no Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), em dezembro de 2010, no bairro Trapiche da Barra, está sendo julgado nesta segunda-feira (30), no Fórum do Barro Duro, em Maceió. A sessão do Tribunal do Júri é presidida pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital.
A tese do Ministério Público Estadual (MPE/AL), formulada pelo promotor José Antônio Malta Marques, acusa Djaelson da Silva de tentativa de homicídio sem qualificadoras, já que as vítimas não foram atingidas pelos disparos. Segundo o MPE/AL, ele teria chegado ao hospital com sua companheira para que ela fosse atendida, mas foi informado pelos seguranças de que o caso não fazia parte dos procedimentos médicos da unidade.
Inconformado, Djaelson tentou forçar a entrada, alegando que sua mãe trabalhava no hospital, e terminou danificando a porta principal. Depois disso, ele ameaçou os seguranças e disse que retornaria ao local para executá-los. Cerca de trinta minutos depois da ameaça, ele teria retornado à unidade e efetuado vários disparos em direção aos trabalhadores, que escaparam dos tiros. Damião Vieira se escondeu atrás de uma das ambulâncias e Antonio Matos correu para trás de um muro.
O advogado José Carlos de Oliveira Ângelo disse que o objetivo da defesa é extinguir a punibilidade do réu, já que seu cliente teria agido em estado de desespero, para que sua companheira recebesse atendimento médico. Segundo a defesa, Djaelson também teria sofrido preconceito por estar sem camisa, descalço e alcoolizado.
“Era um dia de sábado e meu cliente estava tomando uma cerveja em casa, como todo mundo faz, quando sua esposa passou mal e ele a levou para receber atendimento médico. Ao chegar ao hospital, ele foi enxotado e empurrado, além de ter sido proibido de entrar sob a mira de armas”, declarou o advogado.
Ainda segundo a defesa, Djaelson não tinha o objetivo de matar os seguranças e que ele teria retornado ao hospital com a arma e atirado apenas para cima. Com isso, caso a extinção da punição não seja aceita, a defesa pretende que o réu seja julgado apenas por atirar em via pública, e não contra as vítimas.
A decisão do Conselho de Sentença deve ser proferida ainda na noite desta segunda-feira (30).
Matéria referente ao processo nº 0076271-70.2010.8.02.0001
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