Os desembargadores Washington Luiz Damasceno, presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, e José Carlos Malta Marques, representam o Poder Judiciário de Alagoas no 102º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça, organizado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) com o propósito de debater, até sábado, questões relacionadas ao planejamento estratégico da Justiça Estadual.
A abertura dos trabalhos foi coordenada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Pedro Bitencourt Marcondes, e pelo presidente do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça, desembargador Milton Augusto de Brito Nobre.
O desembargador Milton Nobre afirmou que o encontro entre os presidentes de Tribunais de Justiça estimula a troca de experiência e oferece oportunidade para que os desembargadores possam buscar alternativas para uma Justiça mais eficiente e ágil.
Como ponderou, as causas de todos são comuns e com a chegada de 15 novos presidentes que passaram a integrar o Colégio a tendência é que novas ideias fortaleçam o grupo. O presidente destacou que as previsões negativas para o crescimento econômico do Brasil interferem diretamente na gestão administrativa e orçamentária do Judiciário.
O magistrado explicou que o Poder Judiciário já opera no limite e que é necessário mais investimentos para que os resultados esperados de agilidade nos julgamentos sejam alcançados. O desembargador Milton Nobre defende que se os recursos são tímidos não se pode conviver com exigências infinitas. Para ele, não há como definir metas sem dar suporte para alcançá-las.
Autonomia de gestão administrativa e orçamentária
O presidente do TJMG disse que não se admite hoje uma administração sem rumos e sem planejamento. “É mais que urgente buscar a modernização administrativa, com ênfase em uma gestão de resultados. O sucesso só é possível a partir de um planejamento estratégico eficiente e construído de forma participativa e transparente”
Ele também defendeu a importância dos dados estatísticos a partir dos quais se pode vislumbrar avanços. “E os Tribunais, por meio do Colégio ou Conselho de Presidentes, podem e devem ater-se a essa necessidade, debatendo e apresentando propostas ao invés de, simplesmente, receber comandos”, afirmou.
Outro ponto defendido pelo presidente do TJMG é a atuação sistematizada e regular do Colégio de Presidentes frente ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo, nas esferas estaduais e federal, bem como diante de instituições parceiras ou essenciais ao funcionamento do Judiciário.
Segundo ele, dessa maneira, os Tribunais de Justiça passarão a ter mais um órgão institucional oficial em defesa de suas necessidades. “Precisamos de recursos, de leis continuamente aprimoradas, de bons relacionamentos com os órgãos essenciais à prestação jurisdicional. Tudo isso a demandar a atuação de um órgão representativo, forte e estruturado”, frisou.
Para o presidente do TJMG, o Colégio de Presidentes deve pautar sua atuação na posição de defensor da Justiça e da magistratura estadual, assumindo o papel de protagonista junto ao Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça. Para o presidente do TJMG, o fato de o ministro Ricardo Lewandowski (presidente do STF) ser proveniente da magistratura estadual paulista representa uma esperança para o Poder Judiciário Estadual se fortalecer.