A formação teatral para estudantes da Escola Estadual Princesa Isabel segue com encontros semanais. Nessa terça-feira (8), foi realizada a quinta aula do projeto que integra o Programa de Formação para Cidadania, Cultura e Direitos Humanos, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), sob a liderança do desembargador e diretor da Escola, Tutmés Airan.
A iniciativa é desenvolvida por meio do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE) e compõe a Agenda Cultural da Esmal.
O desembargador Tutmés esteve presente no encontro dessa terça. Na visão do magistrado, a oficina abre portas para que os jovens estudantes da rede pública possam ter mais oportunidades e assim realizar sonhos.
“A ideia é incentivar os alunos para que o talento possa florescer e, efetivamente, transformar sua vida. Queremos espalhar esperança. Sobretudo às pessoas que vivem com muitas dificuldades”, destacou.
Ele também expressou a sua alegria de estar vivenciando um momento como esse. “Através da escola, estamos proporcionando esse instante tão bonito. É emocionante.”
Desembargador Tutmés Airan acompanha o quinto encontro da oficina de teatro. - Foto: Itaciara Albuquerque
Transformações por meio do teatro
O projeto é conduzido pelo professor de teatro e ator Ton Farias, que observa que os adolescentes estão cada vez mais empenhados durante os encontros que ocorrem às terças e quintas-feiras, na própria Escola Princesa Isabel.
“Está sendo incrível ver os alunos brilharem, porque estão querendo ir para a cena, sentir o teatro. Logo nós vamos iniciar nossos ensaios e fazer um bonito espetáculo. Essa euforia de viver o teatro é muito linda”, disse.
Experiente na vida em cima dos palcos, Ton ressaltou como o teatro dá novas perspectivas e é uma ferramenta para gerar a evolução entre os jovens.
“O teatro vem, de certa forma, para resgatar, tirar um pouco da mesmice da vida. Então, o teatro os coloca em outros lugares e eu percebo, na fala deles, uma melhora em alguns aspectos, quando dizem ‘nossa, agora eu sinto diferente’, ‘consegui resolver isso de outra forma’, ‘hoje eu fui apresentar um trabalho e não tive tanta vergonha’’, afirmou.
Professor de teatro, Ton é o responsável por instruir os jovens durante as aulas. - Foto: Itaciara Albuquerque
Novos horizontes
Cerca de 20 alunos estão participando da oficina, todos da 1ª série do ensino médio. Entre os estudantes, há alguns que já viveram a experiência de atuar em uma peça. É o caso do aluno Bernardo Godoy, de 15 anos.
Para o adolescente, que atuou quando criança na peça “A Pequena Sereia”, a oficina é mais uma possibilidade de expandir horizontes.
“Essa oportunidade não serve somente para um futuro emprego que eu possa ter no teatro. Mas para ter também um amplo espaço de cultura, que pode vir de outras artes, como desenhos, pinturas e design”, falou.
Estudante Bernardo Godoy tem experiência no teatro e está animado com o projeto. - Foto: Itaciara Albuquerque
Iniciativa desenvolvida para os alunos
Coordenadora do Programa Cidadania e Justiça, a juíza Nathálya Ataide acompanhou a aula e explicou que o projeto foi desenvolvido com base nos horários de aulas dos alunos, para que a oficina funcione como uma espécie de atividade extracurricular para os estudantes.
“Os alunos estudam em tempo integral, então a gente pensou em como organizar esse horário que eles têm na escola. E hoje, podendo acompanhar um pouco dessa aula, é bem gratificante ver o quanto eles estão felizes, empolgados”, ressaltou.
A oficina prevê um total de 50 horas de atividades e, ao final da ação, os alunos apresentarão um espetáculo produzido pelos próprios participantes. Além disso, a iniciativa envolve a promoção de atividades artísticas e culturais desenvolvidas pela Biblioteca da Esmal e pelo Centro de Cultura e Memória.
Artur Henrique - Ascom/Esmal