Uma turma de 30 estudantes do 9º ano da Escola Estadual Professor Mário Brito visitou, nesta quarta-feira (9), o Museu Pontes de Miranda, em uma ação do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE). Foi a primeira vez que os alunos estiveram no espaço, onde conheceram o acervo e a história do jurista alagoano.
A visita foi acompanhada pelo professor de Língua Portuguesa Tibério Correia. Para ele, levar os alunos para conhecer outros espaços é uma forma de aproximá-los de conteúdos que vão além da sala de aula.
“Quando eles saem da escola, eles ampliam os horizontes. Às vezes lá tudo é muito teórico e aqui eles veem um pouco mais de perto a história do estado, como se desenvolveram as leis”, destacou.
Segundo Tibério, a experiência também pode contribuir para a formação dos estudantes e para as escolhas profissionais que farão no futuro.
“Eu acho que isso é um fator importante na formação deles, até para escolherem as carreiras que irão seguir, não só na questão jurídica, mas na história também”, afirmou.
Uma experiência diferente
A estudante Ruth Veríssimo, de 15 anos, também estava visitando o museu pela primeira vez. Ela conta que gostou da maneira como as informações foram apresentadas durante a atividade.
“Foi uma experiência muito legal. Foi bem divertido e eu acho que foi bem dinâmico também, porque a forma como eles explicam é muito diferente. Eles entram, vamos dizer assim, no personagem mesmo para explicar para a gente”, relatou.
A visita também foi uma oportunidade para Ruth pensar sobre seus planos para o futuro. Ela contou que pretende seguir o jornalismo.
“Eu gosto muito de conversar com as pessoas, eu gosto muito de estar por dentro dos assuntos e eu acho legal”, disse.
Alunos durante visita ao Museu Pontes de Miranda, onde conheceram o acervo e a trajetória do jurista alagoano. Foto: Maria Clara França - Ascom/Esmal
Projeto aproxima sociedade e Tribunal
Depois de conhecerem o Museu Pontes de Miranda, os estudantes participaram de uma atividade do projeto Pontes para o Conhecimento, desenvolvido pelo Subcomitê de Equidade do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região.
Segundo Verônica Guedes, coordenadora do projeto, a iniciativa busca aproximar a sociedade do conhecimento e do Tribunal do Trabalho. A proposta contempla diferentes públicos e já recebeu estudantes de escolas públicas e reeducandos do sistema prisional. Também estão previstas ações com idosos e pessoas com deficiência.
“O objetivo é fazer uma ponte de conhecimento entre a sociedade, especialmente os menos acessíveis, ou os que têm menos acessibilidade”, explicou Verônica.
Foto: Maria Clara França - Ascom/Esmal
Projeto é reconhecido nacionalmente
O projeto Pontes para o Conhecimento foi vencedor do Prêmio de Acessibilidade 2026 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), na área comunicacional. A premiação será recebida em Brasília, nos dias 22 e 23 de setembro.
Para Verônica, o reconhecimento reforça o trabalho desenvolvido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região para ampliar a aproximação com a sociedade.
“Para cada vez mais a gente se destacar nacionalmente e ficar cada vez mais para atender ao nosso público, que é a sociedade”, afirmou.
Maria Clara França - Ascom/Esmal