Nessa segunda-feira (5), cerca de 30 profissionais de escolas públicas participaram do primeiro dia do curso sobre resolução de conflitos no ambiente escolar. A atividade, realizada na Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), foi promovida pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE).
A facilitadora Moacyra Guañabens, supervisora geral do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Alagoas
(TJAL), ministrou a capacitação e apresentou formas de solucionar problemas não só dentro das escolas, mas também no cotidiano de cada participante.
Durante a palestra, Moacyra apresentou métodos para facilitar a convivência no ambiente escolar. O rapport, nome de origem francesa e que significa “trazer de volta” ou “criar relação”, foi uma das técnicas abordadas.
“Discutimos sobre escuta ativa, rapport, estabelecimento de conexão e empatia. Isso é essencial para que eles possam mudar a realidade do ambiente escolar”, afirmou a facilitadora.
A facilitadora Moacyra Guañabens abordou temas que evitam a punição e incentivam a escuta ativa. Foto: Artur Henrique
A coordenadora da Escola Municipal Pompeu Sarmento, Laura Costa Azevedo, esteve presente durante a atividade e considerou o curso essencial, principalmente para o trabalho pedagógico diário feito com os estudantes.
“Vamos poder aplicar esses métodos e, assim, sensibilizar a turma, favorecendo uma melhor dinâmica no ambiente escolar”, disse.
A pedagoga completou dizendo que os temas tratados na atividade podem levar “inovações para esse espaço importantíssimo da sociedade.”
Para a integrante do Programa Cidadania e Justiça, Conceição Marques, um dos objetivos do treinamento é fazer com que a relação entre os estudantes seja mais leve e saudável.
“Os professores terão a oportunidade de ensinar esses alunos a conversar, a ouvir com mais empatia. Dessa forma, melhoram o ambiente e tornam o espaço com uma convivência melhor, de mais harmonia”, ressaltou a pedagoga.
O curso foi ofertado para professores, gestores e integrantes do conselho escolar de doze escolas municipais e estaduais contempladas pelo PCJE: as municipais Antídio Vieira, Haroldo da Costa, João Sampaio, Pompeu Sarmento, Silvestre Péricles e Zumbi dos Palmares; e as estaduais Anaias de Lima, Centro Cyro Accyoli, Edson Bernardes, Edmilson Pontes, Mário Broad, Princesa Isabel, Silveira Camerino.
Além dos profissionais das escolas, membros da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e da 1ª e 13 Gerências Especiais de Educação (GEEs) participaram da formação.
O segundo dia de curso está marcado para 17 de agosto, também na sede da Esmal.
Cidadania e Justiça na Escola
O PCJE é uma iniciativa da Esmal, instituída pelo TJAL em 2001. Nos seus quase 25 anos de história, o programa se consolidou como um dos principais canais de aproximação entre o Judiciário e a sociedade, levando a estudantes da rede pública de ensino ações voltadas à formação cidadã, ao conhecimento de direitos e deveres e à reflexão sobre temas de relevância social.
Entre as atividades desenvolvidas estão palestras, projetos pedagógicos, oficinas de mediação de conflitos, visitas guiadas a espaços do Judiciário e concursos de produção textual, além de ações solidárias voltadas às comunidades escolares atendidas. Com atuação em escolas municipais e estaduais de Maceió e do interior do estado, o PCJE reafirma o compromisso do TJAL com a promoção da cidadania, da ética e dos direitos humanos entre crianças e adolescentes.
Artur Henrique - Ascom/Esmal