Nesta segunda-feira (15), 35 estudantes de escolas estaduais e municipais contempladas pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE) acompanharam um julgamento presidido pelo juiz José Eduardo Nobre, no 2° Tribunal do Júri, no Fórum da Capital, localizado no Barro Duro. Os estudantes foram selecionados para participar do Projeto Jovem Juiz.
Durante a sessão, os alunos aprenderam na prática como funcionam a promotoria, a defesa e o julgamento pelo juiz. Logo no início, a analista judiciária Elizabete Estrela detalhou os procedimentos do Conselho de Sentença e tirou as principais dúvidas da turma sobre o processo de julgamento.
Para a coordenadora do Cidadania e Justiça na Escola, a magistrada Nathálya Ataíde, a iniciativa tem cumprido seu papel de aproximar os jovens do funcionamento do sistema de Justiça.
“Esse projeto vem sendo desenvolvido há nove anos e é um verdadeiro sucesso. Ele aproxima os estudantes da atividade do Poder Judiciário, permitindo que conheçam, na prática, a atuação do magistrado, do Ministério Público, da advocacia e da Defensoria Pública”, destacou.
Durante a atividade, os estudantes puderam esclarecer dúvidas e conhecer as etapas que compõem uma sessão do Tribunal do Júri. Foto: Maria Clara França - Ascom/Esmal
Aprendizado na prática
Além de acompanharem o julgamento, os estudantes tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do Tribunal do Júri e o papel desempenhado pelos profissionais que atuam na sessão.
O juiz José Eduardo Nobre, titular da 8° vara criminal, ressaltou a importância do PCJE para aproximar o Poder Judiciário da comunidade estudantil. Segundo o magistrado, o Tribunal do Júri proporciona aos jovens uma vivência sobre participação cidadã e democracia.
“O Tribunal do Júri talvez seja uma das maiores vitrines do Poder Judiciário. Além de tratar de causas que despertam grande interesse da sociedade, é também o órgão mais democrático do Judiciário, porque a população é chamada para integrar o Conselho de Sentença e decidir o mérito das causas”, afirmou.
Experiência que inspira o futuro
A experiência também levou os estudantes a refletirem sobre as possibilidade de atuação profissional no sistema de Justiça. Adrian Rafael, 16 anos, aluno da Escola Estadual Silveira Camerino, destacou que a participação no Projeto Jovem Juiz contribuiu para ampliar sua visão sobre o futuro.
“É a minha primeira vez em um júri e estou achando incrível. Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foram os argumentos apresentados durante a sessão. É uma experiência única e muito importante para me ajudar a decidir o que quero seguir no futuro”.
Participaram da ação as seguintes escolas parceiras do PCJE:
Escolas Estaduais Princesa Isabel, Anaías de Lima , Mário Broad, Cyro Accioly, Edmilson Pontes, Silveira Camerino e Édson Bernardes;
Escolas Municipais Pompeu Sarmento, Antídio Vieira, Haroldo da Costa e João Sampaio.
Maria Clara França - Ascom/Esmal