A Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) realiza, desde quinta-feira (28), a etapa de entrevistas do processo seletivo simplificado para formação de cadastro de reserva de psicólogos e assistentes sociais que poderão compor equipes multidisciplinares do Judiciário alagoano.
Essa é uma das últimas etapas da seleção e possui caráter classificatório. Apenas os candidatos considerados aptos nas provas objetivas foram convocados em edital publicado no Diário de Justiça Eletrônico e disponível na página oficial da seleção. As entrevistas serão conduzidas, até o dia 3 de junho, pelas magistradas Juliana Batistela, Natália Castro, Nathálya Ataide e Priscila Cavalcante.
CLIQUE AQUI para acessar todos os editais relativos à seleção para Assistente Social.
CLIQUE AQUI para acessar todos os editais relativos à seleção para Psicólogo.
Segundo a juíza Juliana Batistela, presidente da comissão responsável pelo processo seletivo, a entrevista busca compreender o perfil profissional e emocional dos candidatos diante das demandas enfrentadas pelas equipes multidisciplinares.
“A entrevista visa entender a dinâmica de vida desse profissional e verificar se ele se encaixa nas demandas do Tribunal, tanto em relação aos horários e localidades ,quanto ao preparo emocional necessário para atuar nessas situações”, afirma.
A magistrada destaca que os profissionais selecionados irão atuar em demandas que exigem sensibilidade, preparo técnico e equilíbrio emocional, já que as equipes prestam suporte ao Judiciário em situações que envolvem vulnerabilidade social e conflitos familiares.
“Esses profissionais lidam com depoimentos especiais de crianças vítimas de violência, abuso sexual e outras situações de extrema violência. Por isso, é necessário que tenham preparo emocional para exercer esse trabalho de forma eficiente e humanizada”, ressalta.
Apoio técnico
As equipes multidisciplinares auxiliam magistrados e servidores em diferentes demandas do Judiciário, especialmente em áreas que exigem acompanhamento especializado, como infância e juventude, família e violência doméstica.
A juíza Natália Castro, integrante da banca avaliadora, avalia que a atuação desses profissionais contribui diretamente para a tomada de decisões judiciais.
“Nós contamos diariamente com o apoio de assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais qualificados, que sabem acolher vítimas de forma humanizada, sem revitimização”, analisa.
Segundo a magistrada, o trabalho das equipes técnicas vai além do acolhimento e inclui estudos e acompanhamentos que auxiliam os magistrados na análise dos processos.
“Eles realizam estudos relacionados à guarda, adoção e poder familiar, além de visitas e acompanhamentos. Esse trabalho é muito rico e contribui significativamente para as decisões judiciais”, finaliza.
Maria Clara França - Ascom/Esmal