Em alusão ao Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, nesta terça-feira (19), o Setor Médico do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) alerta sobre os sintomas, prevenção e tratamento de enfermidades crônicas que geram inflamação no intestino.
O gastroenterologista Lucas Gama citou a Doença de Crohn, que causa inflamação em segmentos do trato gastrointestinal, principalmente no final do intestino delgado (íleo terminal) e no cólon direito, e a Retocolite Ulcerativa, que acomete o cólon e o reto.
Segundo o médico, as doenças inflamatórias intestinais podem atingir todas as idades, sendo mais recorrentes em quem tem entre 15 e 30 anos. Apesar de não ter cura, a condição não é contagiosa e existem medicamentos que aliviam os sintomas para que os pacientes tenham uma vida normal.
Sobre os sintomas, o especialista destaca: "Em quadros leves, dores abdominais e alterações do hábito intestinal, como diarréia e constipação. Nas formas mais graves, os principais sintomas são dores intensas, sangramentos retais, perda de peso repentina, cansaço ou fraqueza, aftas, entre outros", explicou.
Prevenção e Tratamento
Entre as práticas preventivas, estão:
Ter uma alimentação saudável, evitando conservantes, aromatizantes, espessantes, emulsificantes e açúcares refinados;
Consumir frutas cítricas como laranja, limão e tangerina, associadas ao alto potencial protetor contra as doenças inflamatórias intestinais;
Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas;
Não fumar;
Ter cuidados com a saúde mental e controlar o estresse;
Praticar atividade física regular
O diagnóstico precoce é a melhor forma de evitar complicações e tratar a doença o quanto antes. De acordo com Lucas Gama, o tratamento depende da gravidade da doença e de como o paciente reage aos medicamentos, podendo ou não ser necessária a intervenção cirúrgica.
"Por serem doenças crônicas e sem cura, o portador das DIIs deve receber medicamento a vida toda para manter a doença em remissão. Alguns pacientes evoluem com complicações, como perfuração intestinal, fístulas, abscessos, estenoses, neoplasias, e necessitam de tratamento cirúrgico que pode ser desde limpeza, drenagem, até retirada do segmento inflamado", esclareceu.
Giovanna Aguiar - Dicom TJAL
imprensa@tjal.jus.br