O Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE) promoveu, nesta sexta-feira (8), uma ação de cidadania e inclusão no bairro Trapiche da Barra, na Escola Estadual Maria Rita Lyra de Almeida. Em parceria com o programa Justiça Itinerante do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o evento ofereceu atendimentos jurídicos gratuitos à população e uma palestra de letramento racial para crianças de 10 a 12 anos, em alusão ao Mês da Consciência Negra.
A palestra, conduzida pelo juiz Vinícius Araújo, abordou o racismo com uma linguagem acessível ao público infantil. “Apresentamos às crianças a noção do que é racismo e como ele se manifesta em suas realidades, com exemplos práticos e adequados ao contexto delas”, afirmou o magistrado.
As crianças Júlia e Isaac com o magistrado Vinícius Araújo, após a palestra. Foto: Maria Eduarda Baltar (Dicom/TJAL)
Os alunos participaram ativamente. Júlia Wilielly, do quarto ano, comentou: “O juiz Vinícius nos ensinou sobre o racismo e o que devemos fazer em casos de racismo. Gostei muito da forma como ele falou com a gente.” Isaac Rogério, também do quarto ano, disse que aprendeu sobre o crime de racismo. “O tio Vinícius explicou que, se fôssemos adultos, poderíamos ser presos por racismo. Como crianças, iríamos para o Conselho Tutelar”, disse o estudante, de 10 anos.
Justiça Itinerante leva serviços essenciais ao Trapiche da Barra
Além da palestra, a Justiça Itinerante ofereceu serviços como emissão de documentos, orientação jurídica, reconhecimento de paternidade e resolução de conflitos, ampliando o acesso da comunidade a direitos essenciais.
Maria Lúcia, moradora do bairro, aproveitou para emitir o primeiro RG de sua neta, de seis anos. “Muita gente aqui tem outras prioridades e acaba não tirando a documentação. Um evento como esse ajuda muito”, afirmou.
PCJE e Justiça Itinerante ofereceram serviços gratuitos para a população. Foto: Maria Eduarda Baltar (Dicom/TJAL)
A Justiça Itinerante visa atender comunidades em situação de vulnerabilidade social e econômica. Para a juíza Carolina Valões, coordenadora do PCJE, o objetivo é garantir à população o acesso aos direitos de cidadania. “Muitas pessoas não possuem RG ou certidão de nascimento. Algumas até perdem o prazo para registrar o óbito de familiares. Queremos facilitar o acesso dessas pessoas a documentos essenciais”, concluiu.
Kenny Lucas - Ascom/Esmal