A segunda etapa do curso Técnicas científicas para entrevista investigativa com crianças e adolescentes no contexto do depoimento especial (CNJ), teve início nesta segunda-feira (22), na Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). A capacitação tem como objetivo aprimorar a capacidade de entrevista dos servidores, na coleta de depoimento com vítimas e testemunhas, através de técnicas investigativas.
Segundo a professora Lilian Stein, que ministra o curso, as técnicas apresentadas são baseadas em princípios científicos na área da psicologia do testemunho, utilizada no exterior. A ideia é dar oportunidade para uma vítima, seja ela adulto ou criança, de buscar na sua memória o maior número de informação possível de determinada situação que ela viveu, disse.
A parte teórica do curso teve início em abril deste ano, e agora ocorre a etapa prática. Na ocasião, os servidores gravaram entrevistas e coletaram depoimentos, analisando-os posteriormente em sala de aula.
De acordo com Lilian, a técnica investigativa visa justamente deixar a pessoa à vontade para falar, pois é ela que possui as informações. O objetivo não é fazer perguntas e sim estimular que a pessoa fale livremente a partir de suas lembranças. É um modo de ouvir muito diferente de várias práticas que a gente observa e que ainda são mantidas no nosso sistema de justiça, destacou.
O servidor Arthur Alberto, aluno do curso, ressaltou a efetividade que a capacitação irá causar na extração dos depoimentos. Essas técnicas que estamos aprendendo no curso são muito importantes para diminuir a revitimização da testemunha ou vítima que vai ser ouvida novamente e relembrar tudo aquilo que aconteceu com ela. Isso vai aumentar a qualidade da prova, de buscar realmente o que aconteceu no fato, afirmou.
Lucas de França - Esmal TJ/AL
imprensa@tjal.jus.br - (82) 2126-5363