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Notícia
Esmal - 23/08/2018 - 07:08:49 -
Agosto Lilás: PCJE conscientiza alunos sobre o combate à violência contra a mulher
Cerca de 60 estudantes da Escola Municipal Antídio Vieira participaram da atividade

Estudantes da rede pública participaram de atividade nesta quinta (23). Estudantes da rede pública participaram de atividade nesta quinta (23).

Em alusão à campanha ‘Agosto Lilás’, que tem o apoio do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), eixo de atividades da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), promoveu uma palestra para cerca de 60 alunos da Escola Municipal Antídio Vieira. Ação educativa, cujo tema foi ‘Mulheres têm direito de viver com segurança’, ocorreu na tarde desta quinta-feira (23).

Com apenas 12 anos, o jovem Lyan Ferreira Mendes participou ativamente de todas as dinâmicas propostas e mostrou que já compreende a importância do combate à violência contra a mulher. “Machismo é algo muito errado, grotesco e desrespeitoso. Acho que isso não deveria existir, somos todos iguais e devemos ser respeitados. Para mim, nada serve como desculpa quando se machuca uma mulher. Essa palestra vai ajudar as pessoas que são machistas, mas não sabem, a mudar o pensamento e respeitar mais as mulheres. E se o pai de alguém for machista, por exemplo, é só pegar as informações que aprendemos hoje e ajudar ele a mudar o jeito de pensar”, disse.

Responsáveis por conduzir as atividades, a analista judiciária na área de Psicologia, Anelise Janine Lobão, e a assistente social Charlene da Silva, ambas do 4° Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Maceió, promoveram dinâmicas, compartilharam informações preciosas e sanaram diversas dúvidas dos estudantes.

“A violência é consequência de uma questão cultural. Temos como base o patriarcado e o machismo, então é preciso discutir sobre isso para desconstruir algumas concepções e valores que já vigoram há muito tempo. Os jovens vivenciam a violência e questões que envolvem a desigualdade de gênero de uma forma muito naturalizada e legitimada. Por isso, é importante chegar nesses espaços, trazer informações e plantar uma semente, algo que provoque uma reflexão”, explicou a psicóloga Anelise Janine Lobão.


Lyan Ferreira Mendes, de 12 anos, aprovou o tema da palestra promovida pelo PCJE (Foto: Rebecca Bastos)

De acordo com a servidora do PCJE, Luzia Rodrigues, essa temática já é trabalhada com os alunos das escolas contempladas pelo projeto ao longo de todo o ano, mas é tratada com mais ênfase no mês de agosto. “Não importa raça, classe social ou religião. Esse problema atinge a vida de muitas pessoas e é importante que os jovens tenham a oportunidade de aprender sobre isso”, afirmou.

O machismo não é um preconceito disseminado exclusivamente por homens. Atitudes machistas podem ser praticadas por todos, conscientes ou não das ideologias e valores que motivam atos desrespeitosos e violentos contra a liberdade da mulher. Por definição, o comportamento machista enaltece o sexo masculino sobre o feminino, recusando a ideia de igualdade de direitos e deveres.

“Trazendo informações para os jovens, estamos colaborando para a formação deles. Dessa forma, eles vão entender melhor como a relação desigual entre homens e mulheres repercute muito na questão da violência”, disse a assistente social Charlene Souza da Silva sobre a importância da promoção de palestras com esse tema.

Para a diretora da instituição de ensino, Roseane Bezerra Almeida, a ação é uma forma muito efetiva de conversar com os estudantes. “Estamos vendo muito na mídia a questão do feminicídio e precisamos mostrar para os jovens que isso não é brincadeira, que eles não podem aceitar como uma coisa comum, algo do cotidiano”, falou.

Rebecca Bastos - Esmal TJAL

imprensa@tjal.jus.br - (82) 2126-5378


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